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Brasil. Bispos contra a guerra em Gaza: “Rezar, mas também agir”
Igreja Católica08 agosto 2025

Brasil. Bispos contra a guerra em Gaza: “Rezar, mas também agir”

Os bispos brasileiros, citando o Papa Leão XIV, condenam todo terrorismo e pedem uma solução pacífica para palestinos e israelenses, convidando as comunidades a intensificar as orações e os gestos de solidariedade.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou uma nota oficial na qual expressa “grande preocupação e indignação” com o agravamento do conflito no Oriente Médio, com referência especial à dramática situação na Faixa de Gaza.

O texto se abre com as palavras do Evangelho de Mateus — “Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus” (Mt 5,9) — e reafirma com força que nenhuma ação terrorista pode ser justificada. Ao mesmo tempo, denuncia a gravidade da crise humanitária que atinge o povo palestino, ressaltando a necessidade de uma solução pacífica que permita a palestinos e israelenses conviverem sem violência.

Um apelo direto às palavras de Leão XIV

A nota cita o Ângelus pronunciado pelo Papa Leão XIV no último dia 20 de julho, em Castel Gandolfo, no qual o Pontífice afirmava: “É necessário rezar pela paz e buscar convencer todas as partes a sentar-se à mesa para negociar, dialogar e depor as armas, porque o mundo não aguenta mais, há muitos conflitos, muitas guerras; é preciso trabalhar seriamente pela paz, rezar com confiança em Deus, mas também agir…”.

O documento dos bispos brasileiros retoma exatamente esse desejo, convidando todas as comunidades a intensificar as orações e os gestos concretos de solidariedade.

Maria, “Mãe da Esperança”

O texto se encerra com uma referência mariana de forte intensidade espiritual: Maria Santíssima, “Mãe da Esperança, mulher do Oriente, aurora do Sol novo”, como figura que acompanha a humanidade na cura das feridas e na espera pelo amanhecer de uma paz possível.

Num contexto mundial marcado por um cansaço coletivo diante da guerra, a CNBB se une ao coro de vozes que, em sintonia com o Papa, reafirmam: rezar não basta, é preciso também agir.

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